Rua alagada: dá para passar de carro ou de moto?
Chuva forte em Feira de Santana e região? Saiba avaliar a água antes de entrar, por que a moto corre mais risco e o que fazer se o motor apagar no alagamento.
Por Redação Baypro
Na dúvida, não passe. Uma rua alagada esconde buracos, bueiros abertos e correnteza, e a água pode entrar no motor e causar um dano caro, o chamado calço hidráulico. Se você não consegue ver o meio-fio ou não sabe a profundidade, a escolha mais prudente é esperar a água baixar ou procurar outro caminho, seja em Feira de Santana, em São Gonçalo dos Campos ou em qualquer cidade da região em dia de chuva forte.
Resumo em 30 segundos
- Se não dá para ver o meio-fio ou a água está correndo, não entre.
- Água no motor pode causar calço hidráulico; o motor não pode ser religado depois de apagar na água.
- Moto e pedestre são os mais vulneráveis: correnteza baixa já derruba.
Como saber se a água está alta demais?
Não há uma medida exata que sirva para todos os veículos, porque altura e entrada de ar mudam de modelo para modelo. Mas alguns sinais mostram que é hora de parar:
- Você não vê o meio-fio nem a calçada.
- A água está correndo, com folhas e lixo passando rápido.
- Outros carros estão parados antes do alagamento, esperando.
- Um carro que passou antes levantou água acima do para-choque.
- Já é noite e você não consegue enxergar o fundo nem os buracos.
Uma referência usada por muitos mecânicos: se a água passa da metade da roda num carro comum, o risco de ela chegar à entrada de ar do motor cresce muito. Consulte o manual do seu veículo, que às vezes informa a profundidade máxima.
O que é calço hidráulico e por que ele é tão caro?
O motor aspira ar para funcionar. Se ele aspira água, que não se comprime como o ar, as peças internas podem entortar ou quebrar. É o calço hidráulico.
O detalhe mais importante: se o motor apagou dentro da água, não tente ligar de novo. A nova tentativa é o que costuma causar o estrago maior. Saia do carro com segurança, se puder, e espere a água baixar para chamar o reboque.
Se eu precisar atravessar, como fazer?
Se a água estiver baixa, parada e você conhecer bem a rua:
- Espere o carro da frente terminar a travessia. Duas ondas se somam.
- Entre devagar, em primeira marcha ou na posição de baixa velocidade do câmbio automático.
- Mantenha giro constante, sem acelerar forte nem tirar o pé de repente. A ideia é formar uma pequena onda à frente do carro, não um tsunami.
- Não pare no meio.
- Ao sair, teste os freios com toques leves no pedal para secar as pastilhas.
Se quando você estiver no meio sentir o carro flutuar ou a água subir rápido, a prioridade é sair do veículo e ir para um lugar alto.
Antes de decidir, pense também no caminho de volta. Em qualquer cidade, alguns pontos costumam acumular água quando a chuva aperta, e quem mora em Feira de Santana ou em São Gonçalo dos Campos geralmente conhece os do próprio caminho. Quem sabe onde ficam esses trechos pode montar um trajeto alternativo para os dias de temporal e evitar o problema antes de chegar nele. Esperar quinze ou vinte minutos num lugar protegido quase sempre custa menos do que arriscar a travessia.
Por que a moto corre mais risco no alagamento?
A moto tem o motor e a entrada de ar mais baixos, pesa pouco e depende do equilíbrio. Água com correnteza, mesmo baixa, pode empurrar a roda e derrubar o piloto. Bueiro aberto ou buraco escondido também são mais perigosos para quem está sobre duas rodas.
Para o motociclista, o melhor é esperar a chuva forte passar num lugar coberto, longe de árvores e postes. A preparação da moto para a época de chuva está em Moto antes do inverno baiano.
O que fazer depois de passar por um alagamento?
Mesmo que tudo pareça normal, observe nos dias seguintes:
| Sinal | O que pode indicar |
|---|---|
| Freio "esponjoso" ou fraco | Água no sistema ou pastilhas molhadas |
| Cheiro de umidade no carro | Água entrou na cabine; pode gerar mofo e problema elétrico |
| Luz acesa no painel | Sensor ou parte elétrica afetada |
| Motor falhando | Água no sistema de admissão ou na parte elétrica |
| Óleo com aspecto de café com leite | Água misturada ao óleo; não rode e leve à oficina |
A revisão completa depois da época de chuva está em Depois do inverno: revisão do carro após a chuva. E se a pista estiver só molhada, não alagada, o risco é outro: veja Aquaplanagem: como evitar e o que fazer.
Como a Baypro entra na hora da chuva?
A Baypro Proteção Veicular é uma associação de proteção veicular de Feira de Santana (BA). Os associados dividem entre si o custo dos eventos, e a proteção contra roubo, furto e colisão vale para carros, motos, vans e picapes. Se o veículo parou e precisa de reboque, o associado aciona a assistência 24h pelo 0800 245-0101, já num lugar protegido.
O que cada plano prevê em cada situação depende do regulamento. Para tirar a dúvida antes de precisar, fale com um consultor no WhatsApp ou conheça a proteção para carros e a proteção para motos. Em dias de chuva forte, alertas e dicas também saem no @bayproprotecao no Instagram.
Perguntas frequentes
Posso religar o carro que apagou na água?
Não. A nova tentativa de partida é o que costuma causar o calço hidráulico. Espere a água baixar e chame o reboque.
Carro alto, tipo SUV ou picape, passa em qualquer alagamento?
Não. Ele tem mais margem, mas buraco, bueiro aberto e correnteza oferecem o mesmo risco. Na dúvida, não passe.
Moto pode atravessar água parada?
Só se for rasa, parada e num trecho que você conhece bem. Com correnteza ou profundidade desconhecida, espere em local coberto.
Quanto tempo esperar a água baixar?
Em muitas ruas, a água escoa em pouco tempo depois que a chuva diminui. Espere em lugar alto e protegido, longe de árvores, postes e fios.
Assuntos: proteção veicular feira de santana, rua alagada, chuva forte, calço hidráulico, são gonçalo dos campos, moto na chuva
Região: Feira de Santana, São Gonçalo dos Campos
Proteção veicular
Quer saber qual plano faz sentido pro seu veículo?
Um consultor da Baypro explica os planos e tira suas dúvidas.